A ASSOCIAÇÃO DE TURISMO QUE PERTENÇO NÃO CONSEGUE TER A ATENÇÃO NEM DO SECRETÁRIO, NEM DA PREFEITURA – O QUE DEVO FAZER?

Imagem - divulgação

O Poder Público se move por demanda. Quem for mais organizado e souber agir em bloco leva. Cooperar para competir…Quer ser ouvido, faça por onde!

Associações sem-mimimi já perceberam que o caminho é outro. Buscam primeiramente se firmar concentrando seus esforços com seus mantenedores. Buscam através da ajuda mútua, novos negócios, parcerias. Ou, mais números e cooperação. De dentro para fora, é assim que o processo de empoderamento se constrói. E não o contrário. Não peça fora se o problema está dentro. Não peça atenção se os seus não lhe dão. A percepção é algo que irradia. Quanto mais sólida, mais as pessoas do entorno irão perceber. Inclusive o Prefeito.

Eu (Secretário) atenderei vocês quando vocês se decidirem sobre o que querem de fato…” este tipo de postura está sendo recorrente nas relações entre o poder público e as entidades do terceiro setor de turismo.  Falta de consenso, incongruências de posicionamento e disputas de poder entre associados e até mesmo entre associações, estão na raiz do problema. E saiba todas estas divergências são fáceis de serem percebidas por  quem está do lado de fora. Bem fáceis mesmo!! Crise de um lado, oportunidade de outro…

Olhando pelo lado de quem está no público, está atitude que aparentemente remete a um desdém, não está errada. Muito pelo contrário. Quem trabalha com política sabe que não existe o “ficar em cima do muro”. E por prudência, só há apoio quando houver algum indicativo mais seguro de que estará atendendo alguma direção..ou a um grupo.

Portanto, antes de sair reclamando do Prefeito ou do Secretário de Turismo que não te dá bola, veja se a Associação de Turismo está fazendo a tarefa de casa. Aqui vai a dica, que segue critério único: Veja o quanto as ações táticas e operacionais da entidade, estão trazendo benefícios reais aos associados? Em outras palavras, o quanto estão sendo percebidas tanto no bolso (mais negócios e ou menos custos), como pelo sentimento de pertencimento (na associação eu encontro ouvidos aos problemas da minha empresa), pelos quais os associados sentem pela entidade. Pense nisso.

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Eduardo Mielke é Doutor em Planificacíon Gestíon y Desarrollo Turístico Sostenible pela Universidad de Málaga (Esp).  Com 15 anos de experiência com Políticas de Turismo, é membro do Conselho Nacional de Turismo da CNC. Escreve todas as Terças-Feiras.

Contato: @eduardomielke / @politicadeturismo

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