ARTIGO: Gestão pública e privada: convergências e diferenças

As gestões pública e privada se assemelham na medida que necessitam de planejamento, organização, aplicação e controle das ações, mas a forma de aplicação desses processos são diferentes.

Na gestão pública, a receita é proveniente dos tributos. Deve-se levar em conta os interesses da coletividade, o controle é feito pelo cidadão através de eleições, as tomadas de decisões são mais lentas e influenciadas pelos fatores políticos e pelas necessidades do povo.

Na gestão privada a receita é proveniente do pagamento dos clientes, os interesses são individualizados, o controle é feito pela concorrência e as tomadas de decisões são rápidas, racionais e algumas vezes unilaterais.

É inegável que em todo início de gestão, mais especificamente a gestão municipal, que é o foco dos noticiários da semana, haja pontos críticos e problemas a resolver que se mostram mesmo após o novo gestor ter o cuidado de ter instaurado uma equipe de transição para tomar pé da situação. Sabemos também, como munícipes, que não existe um toque de mágica que transforma uma cidade cheia de problemas em um paraíso celeste, e esta é a fala em uníssono que ouço no meu trabalho diário atendendo a população.

Imagino o grande desafio que é gerir uma cidade como Cuiabá, que sediará um evento mundial como a Copa do Mundo, e que sofre com problemas de infraestrutura, saúde, segurança, transporte. Tenho certeza de que o maior e mais precioso aliado nesta cruzada é o povo, o controle social deve ser ouvido e levado em consideração. Mudanças e adequações podem e devem acontecer para que a cidade tome os rumos do desenvolvimento, mas, quando o povo não é consultado, com certeza este caminho é muito mais difícil e tortuoso que o necessário.

Pois bem, digo isto tudo para solicitar ao nosso prefeito e seus secretários, assim como aos vereadores eleitos, que governem pensando na população, e que não deixem que picuinhas políticas sejam o fiel da balança na tomada de decisões. Vimos o prefeito visitar unidades de saúde e constatar in loco as dificuldades vivenciadas pelos profissionais e pelos usuários, vimos também este mesmo prefeito tomando medidas para resolver a situação, que é o Plano Emergencial para a Saúde. Louvável! Queremos a sua visita em todas as policlínicas, clínicas odontológicas e demais unidades para que conheça de perto a realidade. Queremos que veja como necessitamos de mais profissionais, melhores condições de trabalho, melhor estrutura para acolhimento do usuário, equipamentos que funcionem e insumos que não faltem.

Pedimos ainda que reveja o aumento das passagens do transporte coletivo atendendo a uma reivindicação da sociedade, e chame para si a responsabilidade do aumento do IPTU e não simplesmente diga que sem aumento não haverá construção de novo Pronto-Socorro. O povo tem memória, e o que ouço é que em sua campanha esta promessa não dependia de aumento de tributos. Penso que existem outras formas de fomentar esta obra de importância ímpar para os munícipes. A nossa Cuiabá necessita de gestores que trabalhem para o povo e principalmente com o apoio do povo. Precisamos de eficiência, eficácia, transparência e honestidade.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo – jackelynepontes@gmail.com

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