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Calçadistas resistem à crise e geram 20 mil empregos

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Além de gerar emprego, setor tem obtido bons resultados com exportações. Até outubro, vendas chegam a quase US$ 800 milhões

 

O setor calçadista passa por 2016 como um dos poucos a apresentar resultados positivos. O ramo tem garantido exportações vigorosas, novos postos de trabalho e investimentos. A cotação do dólar frente o real e barreiras à entrada de calçados chineses no Brasil colaboram para o desempenho favorável.

Enquanto o País ainda amarga perda de postos de trabalho no ano, o setor calçadista segue na direção contrária e mostra resistência à crise. De janeiro a setembro, a diferença entre demissão e novos empregados com carteira assinada deixou um saldo positivo de 20.970 empregados.

Se o ano de 2016 tivesse acabado em setembro, ainda assim o saldo de empregos gerados no setor de calçados seria expressivo, o maior desde 2010, quando em 12 meses foram criados 30.094 postos.

Na comparação entre os primeiros nove meses do ano e igual período do ano passado, o resultado é quase cinco vezes maior. De janeiro a setembro de 2015 ocorreram 4,3 mil contratações líquidas.

Exportações de calçados

O desempenho dessa indústria se dá não apenas pelas vendas domésticas. As exportações têm contribuído de maneira importante para a manutenção de empregos nesse ramo. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostram que as vendas externas chegaram a US$ 786,8 milhões até outubro.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), apenas no mês passado foram embarcados 10,2 milhões de pares para o exterior, todo esse volume gerou uma renda de US$ 84,3 milhões – cifra 18,2% maior que a registrada em outubro do ano passado.

A lista de principais destinos para os produtos é encabeçada por Estados Unidos e segue com Argentina e França. Já a unidade da federação que mais tem exportado é o Rio Grande do Sul, com 44,5% das vendas em 2016.

Medidas para o setor calçadista

No início de novembro, o presidente da República, Michel Temer, recebeu representantes da indústria calçadista. No encontro, os empresários apresentaram números do setor e manifestaram apoio às políticas econômicas do governo Temer.

Parte do bom resultado do setor reflete a extensão por cinco anos do direito antidumping contra sapatos chineses. Essa proteção aplica uma sobretaxa de US$ 10,22 a cada par importado do país asiático.

A penalidade teve início em 2009 e foi renovada por duas vezes, uma em 2010 e, mais recentemente, em março de 2016. As estatísticas de importações e exportação mostram que em 2009, antes da medida, 70% dos calçados importados pelo Brasil eram chineses.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Trabalho, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e da Abicalçados

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