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Investigação pelo PSDB

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PSDB pede à PGR para investigar presidente do Cade e ministros                     

 

Partido afirma que dirigente do conselho omitiu suposta ligação com PT.
Procurador-geral da República não tem prazo para decidir se abre inquérito.

 

As lideranças do PSDB na Câmara e no Senado protocolaram nesta quinta-feira (26) na Procuradoria-Geral da República pedido de investigação do presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinícius Marques de Carvalho, por suposta improbidade administrativa.

Caberá ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, analisar o pedido e decidir se abre ou não inquérito para análise do caso. Não há prazo legal para o procurador definir se haverá investigação. 

 

Na representação, assinada pelos líderes do partido no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), e na Câmara, Carlos Sampaio (PSDB-SP), o PSDB afirma que, ao assumir a presidência do Cade, Carvalho omitiu a informação de vinculações anteriores ao PT e a parlamentares da sigla.

A assessoria de imprensa do Cade informou que o presidente do conselho está em viagem oficial e ainda não tomou conhecimento da petição.

No documento, os parlamentares afirmam que Carvalho deixou de informar em seu currículo detalhes sobre os trabalhos que teria feito junto a membros do PT.

Antes de ser nomeado presidente do Cade, em 2012, Carvalho teve o nome aprovado pelo plenário do Senado após ter sido sabatinado na Comissão de Assuntos Econômicos da Casa.

Ministros
O PSDB também pede na representação que seja aberta investigação contra os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa dos dois ministérios, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Na petição, os tucanos afirmam que há “indícios de que dois ministros que tinham conhecimento das atividades partidárias do sr. Vinícius de Carvalho e tinham dever de ofício de tomar providências a seu alcance em relação a esse fato deixaram de fazê-lo”.

A representação aponta para a necessidade de se investigar “indícios de cometimento do crime de responsabilidade”.

“Os três representados teriam infringido as normas legais no provimento de cargos públicos, seja por omitir informação exigida legalmente […], seja por deixarem de informar a seu superior hierárquico do impedimento legal para a nomeação para presidente daquela autarquia, violando dever de ofício”, diz o documento.

 

 G1

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