Manifestações e crise política repercutem no Plenário

Nomeação de Lula para a Casa Civil e grampo telefônico de conversa entre o ex-presidente e Dilma foram os assuntos mais comentados em pronunciamentos ontem e geraram polêmicas

Mesmo sem votações, o Plenário foi disputado ontem (17), pelos senadores, que avaliaram a crise política, as manifestações populares, a nomeação do ex-presidente Luiz i nácio Lula da Silva para ministro-chefe da Casa Civil e o caso do grampo telefô nico envolvendo a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente.
Senadores da oposição e da base governista se revezaram em críticas e defesa do governo. Zeze Perrella (PDT-MG), lembrou que em 2014 gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal ajudaram a comprovar que ele e o filho não tinham envolvimento com o uso de um helicóptero da família no transporte de 450 quilos de co caína. Na opinião do senador, o resultado das gravações deve ser
diferente para o ex-presidente. “Amigos do Lula estão presos, na cadeia, e o resto está para ir. Podem esperar”, disse Perrella.
O líder do PT, Paulo Rocha (PA), respondeu que o que está em jogo é a disputa de poder. “O Lula não é bandido, não é salafrário. Lula é uma liderança política, democrática, que foi construída na luta, nas ruas e que adquiriu o respeito na democracia. Foi preso, inclusive, pela ditadura militar — afirmou.
O presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), assegurou haver na sociedade a compreensão de que o governo federal chegou ao fim. O senador defendeu que todas as denúncias sejam investigadas em profundidade. “Não há, para os homens de bem, nada mais relevante do que a verdade, e é isso que estamos buscando. Não acredito que serão apenas essas as citações a nomes da oposição e ao meu próprio [as citações feitas na delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS)]. Muitas outras virão, e todas serão respondidas de forma cabal, clara, com serenidade, mas com absoluta firmeza.
Para Alvaro Dias (PV-PR), “o país vive a situação inusitada de um ex-presidente virar ministro para conquistar foro privilegiado”. “O áudio que se revelou ao país demonstra a configuração
clara de uma estratégia da esperteza política, com o objetivo de proteger o ex-presidente Lula em razão da severidade, do rigor e da competência com que tem atuado o juiz Sergio Moro, do
Paraná “, opinou.
Sergio Moro atua na Operação Lava-Jato. É juiz de primeira instância e, com foro privilegiado, um ministro só pode ser julgado na instância superior, o Supremo Tribunal Federal (STF)

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