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Novos Gestores Municipais frente a Educação

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Iniciando mais um ano e para muitos Secretários de Educação um ano letivo e também uma nova função diante de uma pasta tão importante e necessária que é a Educação.

Estar diante de uma rede municipal de Ensino em transição de governo diante do cenário Educacional Brasileiro, os cortes de gastos, o piso salarial, os resultados recentes das avaliações externas, a necessidade de contratações, o repensar no ensino, as formações continuadas, o Plano Municipal de Educação articulado ao Plano de Ações Articuladas, enfim, são muitas frentes complexas que necessitam da compreensão de cada uma delas além da Gestão Democrática articulando e auxiliando nas tomadas de decisões.

Ser Gestor, Dirigente Municipal de Educação, Secretário Municipal de Educação requer conhecimento pleno da Educação, experiência em sala de aula, noção da realidade das unidades escolares de seu município, formas de buscar ampliar e melhorar sua rede de ensino, Captar Recursos Federais e Estaduais e buscar melhorar a qualidade educacional por meio de sua equipe de supervisores, diretores, coordenadores e professores.

Assumir uma Secretaria há necessidade de analisar seu contexto, seu histórico, os profissionais que estão à frente, a realidade de cada unidade escolar, suas necessidades, o quadro de professores e tantas outras frentes necessárias para dar andamento e direcionamento às necessidades educacionais, bem como o refletir sobre o ensino e a aprendizagem.

Não há uma regra clara que prepare o dirigente para a mediação de sua função, mas o dia a dia, sua experiência, sua aptidão para lidar com conflitos, a articulação com os conselhos, com a Gestão Democrática que os auxilie frente ao trabalho coletivo, reflexivo que compreenda a necessidade do envolvimento de todos os parceiros inclusive o da intersetoriedade.

Estou realizando várias formações pelas UNDIME, privadas e municipais preparando a agenda dos 100 dias de Governo com o intuito de orientar toda a equipe a necessidade do se fazer refletir sobre a Educação e as respectivas funções que auxiliam frente aos mais variados projetos, ações e metas que direcionam qualitativamente os objetivos propostos para aquele ano letivo.

Podemos estar frente a uma Secretaria de Educação, mas sua condução será um trabalho de mediação diário, de reflexão, de encontros e desencontros, de estudo de causa e efeito, da análise das leis vigentes, dos estatutos e portarias. Vale lembrar, que todo processo de transição é lento e necessita de uma releitura, de uma análise detalhada de sua realidade municipal e educacional, do contexto histórico e de formas de conduzir suas prestações de contas conforme a categoria de despesa.

Capacitar sua equipe gestora, manter um diálogo constante, mediar ações e analisar seu contexto são um dos primeiros passos para uma condução e transição sadia e progressiva.

A transição não acontece apenas com a mudança de prefeitos, mas a todo momento. Ela acontece quando nos posicionamos diante de uma gestão de conflitos e aprendemos a mediar, quando posicionamos profissionais que mediam em seus meios e quando valorizamos nossos profissionais. A transição não é um fim, mas um meio para que a Educação esteja de fato como meta principal para o direcionamento e melhorias da rede municipal de ensino.

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Palmira Tolotti Piai – Escritora, Professora, Palestrante em Congressos Nacionais e Internacionais, Consultora Educacional, Parceira da Undime SP e RJ, Analista de Políticas Públicas Educacionais.

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