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PRISÃO DE SENADOR: RENAN CALHEIROS AFIRMA QUE FOI PEGO DE SURPRESA

PRISÃO DE SENADOR: RENAN CALHEIROS AFIRMA QUE FOI PEGO DE SURPRESA

Marcos Oliveira/Agência Senado

Presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que o Senado “foi pego de surpresa” com a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) na manhã desta quarta-feira (25).

Cercado pela imprensa ao chegar ao seu gabinete, Renan informou que foi avisado da prisão pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e agora aguarda as informações do Supremo Tribunal Federal (STF).

— A prisão nos pegou de surpresa porque não havia sequer investigação formal contra o senador, mas ainda não temos todas as informações. Vamos aguardar e ver com a Mesa e os lideres o que fazer — afirmou.

Segundo a Constituição, o Supremo tem 24 horas para enviar ao Senado os autos para que os parlamentares decidam sobre a prisão. Mas o presidente Renan Calheiros afirmou que a Corte deve enviar em até 12 horas.

O presidente lembrou que a Constituição não estabelece prazo para que o Senado decida sobre a manutenção ou não do encarceramento do parlamentar:

— O prazo para se resolver sobre a prisão não existe, por isso vou consultar os lideres para ver qual o tempo razoável para deliberarmos — disse Renan, sem detalhar o que entende por “tempo razoável”.

Sobre a votação, Renan Calheiros preferiu não se manifestar.

— Precisamos conhecer as informações e a caracterização da prisão. Se houve flagrante, o que ensejou a prisão, se as provas são legais. Essa decisão será tomada pela maioria do Senado — resumiu.

Sobre a gravação que motivou a ação policial e a decisão do Supremo, o presidente disse que não conhece os detalhes:

— Se há uma coisa que precisa ser preservada na circunstância atual do Brasil é a separação dos Poderes. Eu não vejo nenhuma chance de haver influência de um Poder sobre outro. Da mesma forma, vejo a necessidade de se respeitar a Constituição no que se refere às garantias individuais — concluiu.

Negociação

O senador Delcídio do Amaral foi preso, acusado de negociar com o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não aceitasse acordo de delação premiada com o Ministério Público.

O pedido de prisão foi aceito pelo STF, que realizou uma sessão extraordinária nesta manhã, quando o relator da Operação Lava-Jato, Teori Zavascki, explicou aos ministros da 2ª Turma da Suprema Corte os motivos de ter autorizado a prisão.

Agência Senado

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