Coluna: Modernização do Sistema de Controle nas 4 Macrofunções

Por Barbara Krysttal Motta Almeida Reis (Gestora de políticas públicas com foco em controle e defesa nacional)


O fenômeno Governo 4.0, já surgiu no Brasil e vem experimentando mudanças cada vez mais intensas na sociedade em rede e nas instituições públicas que estão se modernizando na linha de Smart cities e inteligência artificial.
A relação entre Sociedade em Rede, Estado 4.0 e Democracia esta gerando diversos impactos com disponibilidade da nova tecnologia blockchain, ou seja diversas barreiras estão sendo ultrapassadas e gerando maior participação cidadã o que gera um ambiente enorme para o controle e fiscalização social. Outro ponto esta no empoderamento das instituições em gerar dados de governo aberto em que se pode unificar plataformas, bem como se modelar indicadores e criar “robôs “ para a área de analise e investigação . Fundamental também é esta tecnologia para a linha de governança pública, reforçando o cumprimento dos desafios constitucionais.
As áreas de inteligência veem sendo implantada em diversos órgãos da maquina pública, em especial nas controladorias públicas, tendo assim uma rede interna de informações estratégicas fundamental para tanto para a linha de investigação, fomento de controle e especialmente para tomada de decisão.


Uma gestão proba, congrega informações tempestivas , gestão de riscos, accountability e codigo de conduta, entre outros elementos fundamentais para prevenir , mitigar e combater o gasto ativo e passivo , ou seja a malversação do gasto e a corrupção.
O projeto das instituições trazem uma nova dinâmica da burocracia, não se vale da dificuldade para vender facilidades, ou seja o acesso remoto a informações, diversas ferramentas de busca de dados, georeferênciamento , facilitam de fato a vida da sociedade.

A internacionalização municipal e o aumento da competitividade municipal é a nova onda da gestão pública e muito dos indicadores para se conseguir este diferencial em nível mundial esta atrelado ao Controle Interno bem estruturado e na linha das quatro macrofunções: corregedoria, auditoria, controladoria e ouvidoria. Claro que aqui também se tem as características das três linhas de defesa como regra de trabalho onde o resultado de curto, médio e longo prazo podem ser vistos gerando resultados, em complemento se tem a missão que gera o fator OCDE ou seja profissionalização da gestão pública e o combate à corrupção.
Vale ressaltar que os municípios precisam atender a nova lei de cartas de serviços públicos, bem como a lei anticorrupção e as leis das estatais , sendo assim quanto mais profissionais da área de gestão pública tiver na maquina pública, melhores resultados de metas, indicadores, políticas públicas , gestão de riscos, planejamento , entre outro se terá.
Um indicador importantíssimo esta nos dados do IEGM em que se observa o pior indicador no Brasil todo na área de planejamento estratégico , sendo assim: se planeja de forma ineficiente, se compra de forma ineficiente, se executa de forma ineficiente , porém o controle esta muito mais atuante seja ele interno ou externo com estas novas políticas de tecnologia e profissionalização da gestão. A gestão de 2020 tem que ter como prioridade o planejamento estratégico municipal e os das secretarias municipais, levando se em conta também as informações de controle, materialidade e gestão.
O Brasil esta cada vez mais se modernizando para encontrar soluções viáveis , probas, éticas e eficientes para superar os períodos de crise, e a razão é simples uma vez diagnóstico todos os gaps da gestão se pode ter uma decisão de qualidade frente a tomada de decisão, os projetos e os programas e desta forma se gerar melhores serviços e maior arrecadação para o municipalismo , e de forma técnica e inteligente.

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