Coluna: Colégios Militares

Você sabe o que é um colégio militar?

Nas eleições de 2018 uma das propostas para a educação defendida pelo atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, era a militarização das escolas. No seu ponto de vista, a implantação em nível nacional de colégios militares iria diminuir a violência no contexto escolar e garantiria um melhor desempenho nesses ambientes.

Podemos defini-lo como uma escola pública de educação básica (ensino fundamental e ensino médio) em que militares do EB Exército Brasileiro, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e de outros órgãos da segurança pública desempenham as tarefas diretivas e administrativas. No Brasil, esta categoria de ensino é regulada pela Lei n° 9394 de 20 de dezembro de 1996, também conhecida como Lei de diretrizes e bases da educação , em seu artigo 83.

O primeiro colégio militar no Brasil surgiu no período do Império na cidade do Rio de Janeiro, em 1889, após o Decreto Imperial n° 10.202 assinado por D. Pedro II e era dedicado aos filhos, do sexo masculino, dos militares brasileiros. Sendo assim, essa modalidade de ensino se cresceu, garantindo também o acesso a discentes do sexo feminino e aos filhos de civis.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Época, corresponde a uma estimativa de 212% de alcance em 14 estados brasileiros e o maior índice está no estado de Goiás.
Em uma escola militar a direção e administração são exercidas por oficias. Assim, o corpo docente é formado por professores da rede pública de ensino e militares que possuem magistério específico, os objetivos pedagógicos são preparar o aluno para a vida em sociedade, formar cidadãos que atuem com ética e cidadania guiados pelos valores, costumes e tradições do EB Exército Brasileiro.

Sendo assim, há o enaltecimento da disciplina, do patriotismo, do civismo, da hierarquia e da ordem referenciando o modelo tradicional de ensino. Sem falar ainda em um manual de regras que obrigatoriamente devem ser seguidas à risca pelos alunos. Corte de cabelo padrão militar nos meninos e o não uso de brincos, esmaltes e maquiagens de qualquer tipo para meninas, assim como mulheres nas Forças Armadas. A continência a militares e o canto do hino nacional. Lembrando se há diferenças entre as instituições.

A diferença relativa ao ensino civil envolve vários setores. Na econômica, o setor público chega a investir aproximadamente R$ 19 mil por ano por cada estudante, valor três vezes mais caro que o de um aluno do ensino cívico regular, o qual em média custa apenas R$ 6 mil de investimento.

Contudo, as escolas militares não são totalmente gratuitas, muitas delas cobram taxas equivalentes ao uniforme característico ou para a manutenção de serviços. No que se refere a resultados pedagógicos estas instituições, assim como os Institutos Federais e as escolas técnicas, apresentam bons desempenhos no Ideb (Índice de Educação Básica) e no Exame Nacional do ensino Médio (ENEM).

Para estudar em um colégio militar ,é necessário o aluno ser aprovado em um processo seletivo, é as provas cobram assuntos da área de linguagens, matemática e conhecimentos gerais.

o número de vagas, uma porcentagem é destinado a filhos de oficiais e o restante a sociedade civil.

Tendo em vista a situação em que se encontra a educação brasileira, varios sao os comentarios e debates que buscam defender o mais qualificado modelo de ensino para alcançar, com perfeição , uma educação digna.
O EB Exército Brasileiro possui 13 escolas onde há piscinas, laboratórios de robótica e professores com salários que começam nos R$ 10.000,00. A adesão ao programa de escolas cívico-militares anunciado no início de setembro pelo MEC foi em um total, 643 prefeituras se inscreveram neste programa, o que representano 11,5% dos municípios brasileiros. Dentre os inscritos, 290 municípios são de cidades da Região Nordeste.

A gestão compartilhada entre militares e professores vem rendendo bons frutos em locais onde o alto índice de criminalidade e violência impedindo o desempenho dos alunos e dos próprios docentes. A presença de militares responsáveis pela parte administrativa e disciplinar, em conjunto com os professores .

As escolas públicas militarizadas já transformaram a vida de diversas comunidades em nosso país. No Estado de Goiás, onde, das dez escolas estaduais mais bem colocadas no ENEM de 2017, seis eram militares, na cidade de Anápolis, em apenas dez anos, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) saltou de 4,7 para 7,5 – entre 2007 e 2017.
Já em Manaus, a média passou de 3,3 para 7,7. Nos anos finais (7º ao 9º ano), foi de 3,1 para 6,0. O índice de reprovação, de 15,2% em 2012, foi zerado no ano de 2014.

  

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