Brasil ganha Barco Hospital e leva nome do Papa Francisco

Com a chegada do projeto que leva seu nome à capital paraense, o Papa Francisco enviou uma mensagem à  Arquidiocese de Belém onde afirma que “promover a vida será a missão primordial do projeto”.

Após a cerimônia de acolhida realizada no sábado (17) e abertura da embarcação para visitação da comunidade, neste domingo (18) será realizada uma missa em ação de graças  e, em seguida, terão início os primeiros atendimentos.

Na mensagem enviada pelo Sumo Pontífice, ele ainda diz que, “do mesmo modo como Jesus acalmou a tempestade ao aparecer caminhando sobre as águas, o Barco Hospital Papa Francisco levará tanto o conforto espiritual, como a calmaria para as agitações dos homens e mulheres carentes, abandonados à própria sorte”.embarcação hospitalar inspirada e solicitada pelo próprio Papa Francisco foi inaugurada no último final de semana, em meio à comunidade amazônica do Pará que será beneficiada com o projeto.

De fato, 700 mil pessoas que vivem ao longo do Rio Amazonas vão receber atendimento básico à saúde e poderão fazer exames preventivos ao câncer. “Estamos aqui realmente diante de um milagre e, se Deus quiser, vamos poder atender muita gente”, afirma Dom Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos.
 O atendimento básico de saúde e espiritual a cerca de 700 mil pessoas ao longo do Rio Amazonas, no Estado do Pará, ao norte do Brasil, já é uma realidade graças ao Barco-Hospital Papa Francisco que leva médicos e consagrados, de cais em cais, entre as mil comunidades ribeirinhas de 12 municípios. No final de semana, em cerimônias oficiais em diferentes paradas, a embarcação hospitalar aportou para ser  inaugurada e comemorada pelos brasileiros.

Barco-Hospital foi um pedido do Papa Francisco

Quem embarcou no projeto, inspirado e solicitado pelo próprio Pontífice quando encontrou os frades da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus no Rio de Janeiro, em 2013, foi a diocese de Óbidos, com o apoio dos frades, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo e do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Dom Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos e presidente da CNBB Norte 2, e Frei Francisco Belotti, fundador da Fraternidade, estiveram no Vaticano em novembro de 2018 para apresentar o projeto ao Papa.

Como será feito o atendimento

Além dos frades e voluntários, a comitiva que percorre o trajeto hidroviário também é composta pela tripulação da Marinha Mercante e por uma equipe de saúde que reúne religiosas das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, de São José dos Campos. Já existe inclusive uma lista de médicos interessados em ajudar no atendimento.

O Barco-Hospital já está se preparando para fazer expedições de 10 dias, com base sempre em Óbidos, para realizar os atendimentos de atenção básica à saúde, além de ações e exames para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer da população ribeirinha daquela região amazônica. Para tanto, a embarcação oferece consultórios, centro cirúrgico, laboratórios, leitos de enfermaria e salas especiais, como a de vacinação, além de equipamentos para realizar os exames. Os casos de maior complexidade serão encaminhados aos hospitais de base de Óbidos, Juruti e Alenquer.

Construção e projeto 

Idealizado pela Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, o Barco Navio Hospital Papa Francisco, está navegando para seu destino final, a embarcação chegará no dia 6 de julho, na cidade de Óbidos no Pará, para atender mais de 1000 comunidades ribeirinhas na Região Amazônica.

O Barco Navio Hospital mede 32 metros de extensão e vai contar com 10 tripulantes fixos e 20 voluntários que sairão nas expedições que durarão os dez dias, até retornarem para sua base que ficará na cidade de Óbidos, no Pará. O hospital flutuante comporta consultórios médicos, odontológicos, centro cirúrgico, sala oftalmológica completa, laboratório de análises, sala de medicação, sala de vacinação e leitos de enfermaria, além de equipamentos para exames, como raio-X, ultrasom, eco, mamógrafo, esteira ergométrica e eletro. Além da atenção básica de saúde à população, as equipes atuarão na prevenção e diagnóstico precoce do câncer, com a realização de exames e triagem. Também tem parceria com as universidades que enviarão suas equipes de médicas e residentes. Segundo os engenheiros responsáveis pela construção, não existe no Brasil uma embarcação com toda essa estrutura hospitalar.

Os recursos para a construção do Navio Hospital são provenientes da indenização de dano moral coletivo firmado em 2013 pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT 15, Campinas), as empresas Raízen Combustíveis S/A (antiga Shell Quimica) e Basf S/A e o Ministério Público do Trabalho. O projeto total está orçado em R$ 24,5 milhões.

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