COP 25 em Madrid

Secretário Geral da 0NU afirma falta de interesse política para enfrentar crise climática.  O objetivo é de ampliar ambição Climática.
Guterres anunciou que os países estão longe de fazerem o que se comprometeram com o acordo de Paris em 2015. Na época quase todos se comprometeram a diminuir a 2 graus Celsius . A COP 25 termina dia 13 de Dezembro e estará recebendo mais de 50 chefes de estado , o Presidente Brasileiro,  e o Presidente Americano não confirmaram presença .
Na COP 25 o Brasil busca recurso Internacional para política de preservação . O governo brasileiro , que abriu mão  de sediar a cúpula sobre mudanças climáticas.

Conferência Internacional sobre Mudança Climática das Nações Unidas ( COP 25) começou nesta segunda-feira 2 em Madri, Espanha, sob o slogan “#Time for action” (Hora da mudança). A cúpula, que dura até o dia 13 de dezembro, reúne representantes de 195 países e membros da sociedade civil para discutir os detalhes técnicos e legais do Acordo de Paris para o clima.

A COP-25 estava prevista para acontecer inicialmente no Brasil, mas o presidente Jair Bolsonaro decidiu não sediar o evento em novembro de 2018, alegando na época falta de recursos. A conferência passou então para Santiago, no Chile, mas a sede teve que ser alterada a pouco mais de um mês da reunião por causa dos violentos protestos contra o governo de Sebastián Piñera.

No  domingo que antecedeu o evento, o ministro brasileiro do Meio Ambiente, Ricardo Salles se reuniu com o português António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, em busca de recursos ao país por conta do acordo. Salles pretende utilizar o evento para promover avanços no Artigo 6 do Acordo de Paris, adotado ao fim da 21ª Conferência das Partes (COP-21).

Impactos

Em nota, a secretária-executiva da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, Patrícia Espinosa, lembrou que no último ano foi possível ver os impactos acelerados da mudança climática, com secas crescentes, tempestades e ondas de calor.

Segundo ela, esses fenômenos tiveram “consequências terríveis para a erradicação da pobreza, saúde humana, migração e desigualdade.”

Espinosa afirmou que “a pequena janela de oportunidade do mundo para lidar com as mudanças climáticas está se fechando rapidamente.” Para ela, “é necessário implantar, com urgência, todas as ferramentas da cooperação multilateral e tornar a COP25 a plataforma de lançamento de mais ambição climática.”

Planos

Em 2020, os países devem submeter planos nacionais de ação climática atualizados.

De acordo com o último Relatório de Emissões do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), as emissões globais de gases de efeito estufa precisam cair 7,6% ao ano entre 2020 e 2030. Se isso não acontecer, o mundo não alcançará a meta de limitar o aumento de temperatura a 1,5°C.

Para que isso seja possível, a ambição das medidas e cortes previstos nos planos nacionais precisa ser cinco vezes maior. Isso significa reduzir as emissões em 45% até 2030 e atingir a neutralidade de emissões até 2050.

Espinosa afirmou que este “é um desafio extremamente difícil, mas absolutamente necessário.”

A COP25 acontece sob a presidência do governo do Chile, mas com o apoio logístico do governo espanhol. Em outubro, o Chile desistiu de receber o evento na sua capital devido à situação de instabilidade no país.

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