Subsecretária atua para diminuir a violência contra as mulheres

Camila Rodrigues é subsecretária de política para as mulheres no estado do Rio de Janeiro e também a idealizadora da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), considerada uma das maiores entidades especializadas nessa área. Seu trabalho na área pública tem sido voltado para o atendimento e acolhimento de mulheres vítimas de violência. “Fazemos esse trabalho com apoio de advogados, psicólogos e assistentes sociais, agindo em parceria com o projeto lilás do Tribunal de justiça, com as patrulhas Maria da Penha, da polícia militar e com as delegacias especializadas da mulher”, explica a subsecretária.

A subsecretaria funciona em uma grande casa, onde se situa também o conselho da mulher, o Cedim. “Estamos buscando parcerias e a transversalidade das secretarias para atuarmos na prevenção das violências contra as mulheres, através de cursos de qualificação, para que possam ter independência financeira, maior dificuldade que uma mulher que depende de alguma maneira do marido enfrenta para denunciar seu agressor. Também a promoção de grupos de apoio, pois nem toda violência é física. Muitas são psicológicas e às vezes, as mulheres nem sabem que sofrem esse tipo de violência, só descobrem quando normalmente vem acometida de alguma fobia, pânico repentino, crises de ansiedade, depressão, dentre outras patologias”, destaca Camila.

Mulheres com deficiência

“As mulheres com algum tipo de deficiência ainda são os alvos mais difíceis de atingirmos com as políticas de garantias de direitos, pois infelizmente, são dependentes não só psicologicamente como fisicamente, para levarem as suas terapias, ajudarem no cotidiano”, diz a subsecretária.

Na política

“As mulheres já galgaram e atingiram muitas conquistas nas políticas públicas, porém ainda faltam muito a alcançar! Se fizermos um levantamento, de quantas mulheres parlamentares existem em relação ao número de homens, teremos a comprovação que esse número ainda é pífio. As mulheres precisam incentivar mais outras mulheres a ingressarem na política, a terem voz e representatividade e precisamos todas nós apoiar e nos unir”, opina Camila.

Sobre a ANDEF

Fundada em 1981, a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef) é considerada uma das maiores entidades de pessoas com deficiência do Brasil. Na sede, já passaram atletas paraolímpicos de destaque nacional e internacional. Foram empregadas 300 pessoas com deficiências em convênios com empresas públicas e privadas.

Atualmente é uma entidade totalmente autossustentável. A associação gera os recursos para a manutenção de todas as atividades. “Nossas ações demonstram que a inclusão não é apenas a utopia almejada, mas um sonho que se renova e se constrói a cada dia, em cada um dos seus mais de 800 mil atendimentos diretos, em cada pequena melhoria na qualidade de vida dos nossos usuários. Um sonho que é compartilhado com milhares de pessoas, que são atendidas pela Andef, por ano. Principal diferencial da atuação da instituição, a ousadia se revela na concretização do maior sonho: a construção do Complexo Esportivo e Social, em 2002, instalado em um terreno de 42 mil m2, o maior Centro de Treinamento voltado para pessoas com deficiência na América Latina”, afirma a subsecretária de política para as mulheres no estado do Rio de Janeiro

Todas as maiores leis que beneficiam as pessoas com deficiência foram criadas diretamente ou com participação dela e da ANDEF. “Ainda existem muitas barreiras a superar principalmente de acessibilidade e respeito as ricas leis já existentes, como a lei brasileira de inclusão e a capacitação das pessoas com deficiência para que resgatem autoestima, cidadania plena reingressando no mercado de trabalho”, explica ela.

A metodologia de trabalho da Andef é organizar as atividades da instituição em eixos temáticos: mercado de trabalho, saúde, educação, assistência social, escolarização, esportes comunitários ou paraolímpicos, cultura, formação profissional, entre outros. Complementares e interligadas, as áreas técnicas partem do indivíduo como um todo, atuando de maneira articulada para elevação de seu nível de bem-estar, autonomia e interação social.

Texto: Diana Bueno

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