Janaina Paschoal é estimulada no PSL a tentar a Presidência em 2022

Após ganhar fama por ajudar a derrubar uma presidente da República e angariar capital político de 2 milhões de votos para deputada estadual, Janaina Paschoal (PSL) passou a ser estimulada por seu partido a se candidatar à cadeira um dia ocupada por Dilma Rousseff (PT).

O PSL (Partido Social Liberal) trabalha hoje com o nome da parlamentar paulista como principal aposta para a sucessão de Jair Bolsonaro (sem partido), que foi eleito pela sigla e depois rompeu com ela. A própria Janaina evita o assunto, sem, contudo, afastar categoricamente a possibilidade.

A entrevista dela à Folha no último dia 14, na qual defendeu a necessidade de uma alternativa ao PT e a Bolsonaro em 2022, agradou à cúpula da legenda, que tem adotado o mesmo discurso e enxerga na filiada o nome ideal para a terceira via.

“Quando ela fala em alternativa, eu, ao fazer uma análise política, enxergo a Janaina. Se isso estiver no projeto dela, no PSL já está pavimentado”, diz o deputado federal Júnior Bozzella (PSL-SP). “Venho conversando com os deputados. Todo mundo acha genial a minha ideia.”

Presidente da sigla em São Paulo e vice-presidente nacional, responsável pela articulação política no partido, Bozzella diz que trabalha pelo nome da deputada à revelia da própria. “O principal ela tem, que é grupo político. Candidatura majoritária não é vontade individual, é coletiva.”

Antipetista convicta e bolsonarista arrependida —ela subiu à tribuna da Assembleia Legislativa em março para defender que o presidente da República deixe o cargo—, Janaina desconversou na entrevista à Folha ao ser questionada sobre eventual entrada na corrida ao Planalto.

Procurada novamente, ela repetiu que não é hora de falar em eleição presidencial. “Não sabemos quem estará vivo. Agora, temos que concentrar todas as energias no combate à pandemia e na conquista e manutenção de alguma estabilidade ao país”, disse à reportagem.

“Espero que vocês não se ofendam por eu não querer e nem ter o que falar sobre isso”, completou ela, que contraiu o novo coronavírus e se recupera da Covid-19 depois de enfrentar duas internações.

Enquanto a deputada dá negativas protocolares, sem descartar claramente a hipótese de um voo mais alto, o PSL vê condições para alimentar o projeto Janaina-2022 —embora dirigentes admitam que ainda há um longo caminho até lá, com indefinição de cenário dentro e fora do partido.

O passo fundamental será convencer a possível candidata a embarcar na ideia. Depois de quase ser vice de Bolsonaro em 2018, ela foi pressionada a concorrer à Câmara dos Deputados, mas alegou razões familiares para se recusar a mudar para Brasília caso fosse eleita.

 

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