8 monumentos racistas em São Paulo que podem ser derrubados

Nos últimos dias foram divulgadas imagens de estátuas derrubadas ou retiradas em diferentes cidades de pessoas como Robert E. Lee, Colombo, Edward Colston e Pedro de Valdivia por conta de seus passados opressores. “É o que ele merece. Eu esperei a minha vida toda por esse momento”, disse uma das manifestantes na Inglaterra. Por lá, a prefeitura anunciou que vai acabar com todos os monumentos que homenageiam escravocratas.
Derrubar esses símbolos de opressores históricos não é pouca coisa. O Guia Negro listou oito monumentos em São Paulo que podem ter o mesmo destino:
1) Monumento aos heróis da travessia do Atlântico
Homenagem a aviadores italianos dos anos 20. É considerada fascista por ter sido um presente de Mussolini e possuir dois “fascio littorio”, machado usado como símbolo pelo fascimo, na obra. Ela está localizada as margens da barragem da Represa de Guarapiranga no bairro do Socorro, na zona sul de São Paulo. Av. João de Barros, 287-299

2) Monumento ao Anhanguera (filho)
Bartolomeu (pai) retornou de uma expedição ao Araguaia, encontrou-se com o povo originário Goyá e observou que as mulheres estavam usando adornamentos de ouro. Colocou fogo em uma tigela com álcool e caso não apontassem onde estava a fonte do valioso metal atearia fogo nos rios. Recebeu o nome de Añã’gwea, que em tupi significa “espírito antigo”, criação do deus supremo Nhanderuvuçu. Após essa viagem retornaram a Santana de Parnaíba com milhares de escravizados dessa tribo. Tanto pai como filho são chamados de Anhanguera e viajavam juntos, a estátua do Bartolomeu (filho) está em frente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista.
3) Monumento ao imperador Augusto
Ficava no pavilhão do governo italiano na exposição do Palácio das Indústrias. Foi a primeira missão diplomática do ministro do Exterior de Mussolini, Conde Ciano. Após o evento foi doada à São Paulo pelo governo italiano e atualmente fica no Largo do Arouche, 256, na região central.

4) Monumento às bandeiras
Homenagem aos Bandeirantes também conhecida como “monumento do empurra”. O monumento representa o percurso que eles percorreram pelo interior do país. O escultor foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 22 e essa obra tem um caráter de exaltação da colonização. Fica na Praça Armando de Sales Oliveira, S/N, em frente ao Portão 9 do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.
5) Monumento a Duque de Caxias
A estátua homenageia Duque de Caxias, imperialista e escravocrata, responsável pelos 10 mil mortos na Balaiada, o Massacre de Porongos e o genocídio paraguaio, durante a guerra. A estátua está localizada na Praça Princesa Isabel, na esquina das avenidas Duque de Caxias e Rio Branco, na região central.
6) Pedro Álvares Cabral
Estátua que marcou a celebração dos 500 anos da invasão portuguesa no Brasil. No Brasão de Armas de Portugal tem uma citação de Tancredo Neves: “A Portugal devemos tudo: O nosso sangue, a nossa história, a origem das nossas instituições livres, o espaço amplo que habitamos”. Fica no Parque Ibirapuera, na região sul da cidade.

7) Monumento à Borba Gato
Localizado em Santo Amaro foi inaugurada em 1963, após seis anos sendo construída. Manuel Borba Gato estava presente entre 1674 e 1691 na expedição de seu sogro, o também bandeirante Fernão Dias Paes, caçando esmeraldas e povos originários para escravizar. Fica na Praca Augusto Tortorelo de Araujo, 2590, em Santo Amaro, na zona sul da cidade.
8) Glória aos fundadores da cidade
A escultura tem um grande pedestal de granito. No alto, está uma figura feminina, feita em bronze, que representa a cidade de São Paulo. Mas logo embaixo, estão esmagados pela estrutura vertical figuras que representam indígenas em trabalho braçal. A composição fala por si só. A escultura foi feita pelo escultor italiano Amadeo Zani, tem 25 metros de altura e foi concebida em 1925. O monumento está localizado em frente Praça Pateo do Collegio, 2, na região central de São Paulo.

Em todo o Brasil existem monumentos como esses. Um dos casos mais recentes é o monumento aos bandeirantes em Santana de Parnaíba (SP), de 2006, cidade estratégica para os bandeirantes. O monumento retrata um negro escravizado puxando um barco com a fundadora da cidade Suzana Dias. Fica na Rua Meatinga (na entrada da cidade).

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