Prefeitura de São Paulo entrega Linha Braille para estudante da rede municipal

Crédito: A Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio da Coordenadoria Pedagógica (COPED/DIEE), em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos (FDNC) Foto: Divulgação S.M.E. Prefeitura SP

Tecnologia assistiva amplia a autonomia de estudante com deficiência visual e favorece a participação nas atividades escolares

Na EMEF Paulo Setúbal, localizada no Jardim Ana Lúcia, na zona sul da capital, a estudante Rayany, do 9º ano, que tem deficiência visual, recebeu nesta terça-feira (6) um equipamento que contribui para seu desenvolvimento educacional e pessoal. Chamado de display Braille, ou terminal Braille, o dispositivo possui uma linha de pinos com pontas arredondadas que sobem e descem em diferentes combinações para representar caracteres em Braille. A entrega foi possível graças à parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Com a chegada do equipamento, a unidade escolar passa a integrar o projeto-piloto de inclusão e acessibilidade tecnológica. Por meio da linha Braille, a estudante poderá realizar atividades de leitura e escrita com maior autonomia, participar das propostas da turma e desenvolver atividades em grupo sem depender da transcrição manual por terceiros. O equipamento também permite pesquisar e consultar palavras, parágrafos e textos em tempo real, ampliando o acesso a conteúdos digitais.

A tecnologia possibilita ainda que arquivos utilizados pelos demais estudantes sejam disponibilizados de forma acessível a Rayany. O equipamento pode ser conectado a computadores, tablets e celulares, além de fornecer informações sobre letras, palavras e frases durante a digitação. O display Braille também permite a leitura em linguagem para deficientes visuais do conteúdo exibido na tela e a realização de anotações por meio de um teclado semelhante ao de uma máquina de escrever.  

A utilização do recurso amplia as possibilidades de interação entre estudante e professor e favorece a participação em atividades coletivas. Em trabalhos em grupo, por exemplo, a estudante poderá ter acesso aos conteúdos produzidos pelos colegas e compartilhar suas próprias produções com a turma.  

Formação e acompanhamento  

Para garantir o uso adequado do equipamento, a Fundação Dorina Nowill realizará a capacitação dos profissionais que acompanham a estudante. A pedagoga da instituição orientará a estagiária, o profissional do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a professora que atua na sala de aula comum. Também serão disponibilizados materiais de orientação sobre a utilização do recurso.  

O acompanhamento da estudante e da equipe escolar será realizado semanalmente, de forma presencial ou on-line. Durante o período de comodato, a escola ficará responsável pela guarda do equipamento e deverá comunicar à Fundação Dorina informações relacionadas à frequência da estudante e eventuais falhas no funcionamento. A manutenção e os reparos serão de responsabilidade da Fundação.  

Projeto-piloto poderá ser ampliado  

Atualmente, a Rede Municipal de Ensino possui mais de 1 mil estudantes com deficiência visual e outros quatro estudantes estão em avaliação para verificar a possibilidade de receber o equipamento. A intenção é ampliar a iniciativa para estudantes com deficiência visual que estejam aptos a utilizá-lo.  

O Acordo de Cooperação entre a SME e a Fundação Dorina Nowill prevê, além da disponibilização da tecnologia, apoio e treinamento aos professores para utilização do recurso em sala de aula. A parceria já contempla outras ações, como formação de professores para o uso do LEGO Braille Bricks, o projeto “Livros Sensoriais: experiências literárias desde a primeira infância”, “Brincando e Incluindo Recursos Acessíveis para Ensino Fundamental” e a Fundação Dorina Itinerante no CEU Parelheiros.  

A iniciativa reforça o compromisso da Rede Municipal de Ensino com a inclusão e a acessibilidade, ampliando recursos para que estudantes com deficiência visual tenham acesso aos conteúdos pedagógicos e possam participar das atividades escolares com mais autonomia e equidade.


Por: SECOM – Prefeitura de São Paulo
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Fonte: Prefeitura de São Paulo

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