Crédito: Foto: SDS/Divulgação
O mês de maio reforça a mobilização de Pernambuco no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. A campanha Maio Laranja, que tem como marco o dia 18 de maio — Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes —, impulsiona ações de prevenção, conscientização e denúncia em todo o Estado. Dentro desse movimento, o projeto “Faça Bonito – Proteja Nossas Crianças e Adolescentes” atua como uma das principais ferramentas nas escolas e comunidades, com palestras, dinâmicas e estudos de caso promovidos pela Patrulha Escolar, programa vinculado à Diretoria de Articulação Social e Direitos Humanos (DASDH) da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Durante os encontros, estudantes aprendem a identificar sinais de abuso e a compreender a importância de denunciar.
As famílias também são parte central da estratégia. Pais e responsáveis são orientados a observar mudanças de comportamento que possam indicar situações de abuso, como isolamento, tristeza, medo, perda de apetite e alterações na rotina, e a acolher a criança com escuta atenta e sem desacreditar de relatos. Em algumas atividades, os próprios alunos assumem papéis fictícios de pais para analisar situações de assédio e exploração, aproximando o tema da realidade e evidenciando que o agressor pode estar mais próximo do que se imagina.
“É um dever de todos proteger nossas crianças e adolescentes. Não é apenas responsabilidade da escola ou da polícia, mas também da família, da comunidade e da sociedade”, reforçou a cabo e palestrante do projeto, Maurilaine Soares.
Os dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) indicam avanço. O número de crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos caiu de 2.565 ocorrências em 2023 para 2.407 em 2025, uma redução de aproximadamente 6,16%. Nos quatro primeiros meses de 2026, foram registrados 702 casos, contra 792 no mesmo período do ano anterior, sinalizando tendência de queda. Ainda assim, especialistas e forças de segurança alertam que o combate precisa ser contínuo. Casos suspeitos podem ser denunciados pelo Disque 100, pelo 190 ou diretamente aos Conselhos Tutelares dos municípios.

