PARÁ | Escolas municipais de Belém promovem o brincar consciente

Crédito: Crianças vivenciaram manhã de brincadeiras na programação “Brincar é direito, proteger é dever”. Fotos: Élida Miranda

Programação na Praça Dalcídio Jurandir reuniu três escolas da Cremação para promover brincadeiras e a conscientização sobre o combate à violência sexual infantil

A praça Dalcídio Jurandir foi tomada por música, dança, pintura, diversas brincadeiras e muita diversão na manhã desta sexta-feira (22). As escolas municipais Venuzina Marinho de Souza, Francisco de Assis e Encanto do Saber se uniram para realizar a programação “Brincar é direito, proteger é dever”, com o objetivo de promover a brincadeira na infância e conscientizar sobre a necessidade de proteção das crianças contra o abuso e a violência sexual.

A ação faz parte da Semana do Brincar, realizada em celeração do 28 de maio, Dia Internacional do Brincar. A data busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da brincadeira para o desenvolvimento infantil. A programação também objetiva trabalhar de forma lúdica a campanha Maio Laranja, de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Semana do Brincar promove ações de sensibilização sobre a importância da brincadeira no desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e social da criança
Brinquedos fora dos muros das escolas reforçam a importância da ludicidade no aprendizado das crianças
Crianças participaram de diversos momentos de dança e musicalização que promovem o desenvolvimento social e cognitivo

“A gente mobilizou a comunidade e aqui estamos para falar que as crianças têm voz, que elas são protagonistas do conhecimento e levar para todos a possibilidade de refletir sobre o direito da criança de brincar e ser protegida”, afirmou a gestora da Escola Venuzina Marinho de Souza, Luna Ribeiro.

A gestora explica que a intenção também foi envolver pais e responsáveis, para que se tornem agentes multiplicadoras das causas. “A família é responsável, junto com a escola, na proteção da criança. Trabalhar esse tema é importante para que a comunidade possa entender que criança feliz é criança que brinca e criança protegida”, destacou a educadora.

As diretoras Carlene Nahum, da Escola Municipal Encanto do Saber; Maria Corrêa, da Francisco de Assis; Luna Ribeiro, da Venuzina Marinho de Souza; e a coordenadora da Escola Francisco de Assis, Miúcha Martins conversaram com a comunidade sobre a importância de garantir brincadeiras na rotina das crianças
As escolas também realizaram ações de conscientização da campanha Maio Laranja, de mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes

Mila Almeida, mãe de Guilherme, de 2 anos, estudante do Maternal I na Escola Venuzina Marinho, destaca a importância de programações do tipo para incentivar a união entre pais e filhos.

“Vejo como um momento de união. Às vezes a gente está em casa com eles e acaba não dando importância para esses momentos de brincar, que são muito importantes. E para eles, é uma alegria, muita diversão, pois eles conseguem exercitar a mente, brincar… O Guilherme estava num momento de pintura que ele amou demais, ele ama pintar. Eu gostei muito”, disse a mãe.

Mila Almeida, mãe do Guilherme, 2 anos, reconhece a importância de momentos de lazer para incentivar a união entre pais e filhos

Já James Barras, que acompanhava o filho Abraão, 5 anos, da Escola Encanto do Saber, na programação reafirmou a necessidade de aproximar a escola das famílias.

“É importantíssimo para aproximar o corpo docente da comunidade, dos pais, dos responsáveis, principalmente nessa fase, em que as crianças precisam não somente do afeto dos pais, mas de uma educação que saia do ambiente escolar, fechado, para um ambiente mais aberto”, disse o pai.

James Barras, pai do Abraão, 5 anos, ao lado da professora Léia Diniz, da Escola Encanto do Saber, ressaltou a importância de proporcionar brincadeiras ao ar livre e de integrar família e escola

Brincadeira é coisa séria

É consenso entre os especialistas em educação e infância a importância do brincar para o desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e social da criança. Por tudo isso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece o brincar como um dos seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento e como o eixo estruturante da Educação Infantil.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece o brincar como um dos seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças.

Entendendo a brincadeira como a principal linguagem da criança e como um de seus direitos, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) propôs às escolas de Educação Infantil a realização de programações voltadas para a primeira infância durante a Semana do Brincar.

Na Cremação, as escolas Venuzina Marinho de Souza, Encanto do Saber e Francisco de Assis promoveram diversas atividades lúdicas que, além de divertir, proporcionaram momentos de convivência e aprendizado entre estudantes, famílias, professores e demais servidores na praça.

Famílias participaram das atividades junto com as crianças e enriqueceram o momento de conviência e aprendizado infantil
Crianças tiveram espaço de leitura para explorar livros da literatura infantil que também contribuem de frma significativa para o desenvolvimento e a criatividade
Estudantes tiveram espaços para pintura montados na praça para exerecitar a criatividade com papel e tintas

“O brincar faz parte da criança, ele é inerente à criança. Por meio do lúdico, ela consegue se expressar e se desenvolver. Então a brincadeira, para a criança, é uma atividade que perpassa pela questão pedagógica, pela sua individualidade e pelo social, porque ela interage também”, explica a diretora da Escola Encanto do Saber, Carlene Nahum.

“Por meio do lúdico, ela consegue se expressar e se desenvolver”, afirma diretora da Escola Encanto do Saber, Carlene Nahum.

Maria Corrêa, diretora da Escola Francisco de Assis, comenta que o brincar faz parte do dia a dia das escolas de Educação Infantil. Mas especialmente neste mês e nesta semana, na sua escola, todos os professores realizaram diversas ações no sentido de fortalecer ainda mais essas práticas pedagógicas.

“As professoras utilizaram recursos de baixo custo, oficinas de reciclagem, com esse olhar da sustentabilidade, e a gente produziu as faixas com a participação das crianças. Trabalhamos não só a campanha Maio Laranja, mas também formas de garantir o direito ao brincar das crianças”, afirmou a gestora.

  • Texto: Élida Miranda
  • Última atualização: 22/05/2026 18:15

Última edição por: Tânia Menezes

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