Balanço 2025: Governo do Amapá projeta o futuro com políticas de igualdade racial fortalecidas pela Fundação Marabaixo

Crédito: O programa AfroMulher faz parte do Amapá Afro e chegou a contemplar 120 mulheres negras da APA do Curiaú com capacitações Foto: Adriano Monteiro/GEA

Com investimentos históricos, programas inovadores e presença em todo o estado, políticas afirmativas ganham força, ampliam oportunidades e valorizam as identidades afro-amapaenses.

O ano de 2025 marcou um novo tempo para a promoção da igualdade racial no Amapá. Com investimentos históricos, ampliação de programas e presença em todo o território, o Governo do Estado fortaleceu políticas afirmativas que chegaram a comunidades tradicionais, quilombolas, juventude negra, mulheres negras e povos de terreiro.

A atuação da Fundação Estadual de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Feppir) – Fundação Marabaixo foi decisiva para ampliar o alcance dessas ações, consolidando iniciativas estruturantes voltadas à equidade racial, ao desenvolvimento social e à valorização das identidades afro-amapaenses.

Somente em 2025, a fundação executou R$ 32,5 milhões em políticas públicas voltadas à equidade racial, o maior investimento já realizado no estado para essa finalidade. Os recursos impulsionaram projetos culturais, sociais, econômicos e formativos, reafirmando a igualdade racial como eixo estratégico do desenvolvimento amapaense.

Batuque de Igarapé do Lago, em Santana, tocando no Encontro dos Tambores
Batuque de Igarapé do Lago, em Santana, tocando no Encontro dos Tambores Foto: Gabriel Penha/GEA

Programa Amapá Afro: identidade, oportunidade e desenvolvimento

O Programa Amapá Afro consolidou-se como o principal motor das políticas afirmativas no estado. A iniciativa conecta reparação histórica, justiça social e valorização da diversidade, com ações que geram renda, fortalecem a cultura e ampliam o acesso a direitos.

Em 2025, o programa alcançou altos índices de desempenho, com resultados acima de 85% de produtividade sustentável em projetos como afroempreendedorismo, agricultura ancestral, afroturismo, formação cidadã e fortalecimento das culturas tradicionais afro-amapaenses.

Eventos do calendário afro-amapaense são responsáveis por celebrar a identidade, ancestralidade e pertencimento
Eventos do calendário afro-amapaense são responsáveis por celebrar a identidade, ancestralidade e pertencimento Foto: Divulgação

Cultura viva, tradição fortalecida e orgulho das raízes

A valorização da cultura afro-amapaense ganhou ainda mais força em 2025. A Fundação Marabaixo levou ações a vários municípios, promovendo eventos que celebram identidade, ancestralidade e pertencimento. Entre os destaques estão o Festival de Iemanjá, realizado em seis municípios, o Ciclo do Marabaixo, o Congresso Estadual do Marabaixo e o projeto Cantando Marabaixo nas Escolas.

Outras iniciativas como a Semana Estadual do Marabaixo, a Semana da África, o Projeto Eu Visto Marabaixo, que contemplou 54 grupos tradicionais, e o Projeto Marabaixando pelo Amapá Inteiro ampliaram o alcance das ações e ajudaram a manter vivas as expressões culturais que formam a identidade do estado.

Inclusão produtiva e protagonismo social

As políticas afirmativas também chegaram com força à inclusão produtiva. Projetos como a Vitrine Afroempreendedora, a Caravana Amapá Afro, o Amapá Quilombola e o Projeto Afromulher ampliaram oportunidades de geração de renda, capacitação e fortalecimento dos negócios liderados por empreendedores negros.

Ao longo de três anos, a fundação fomentou mais de 50 projetos, realizou mais de 500 consultorias e viabilizou cerca de 130 negociações bem-sucedidas, fortalecendo a economia criativa e promovendo autonomia financeira para comunidades tradicionais.

O Governo do Amapá segue trabalhando para fortalecer a cultura afro-amapaense pelo Amapá inteiro
O Governo do Amapá segue trabalhando para fortalecer a cultura afro-amapaense pelo Amapá inteiro Foto: Divulgação/Fundação Marabaixo

Participação social e políticas construídas com diálogo

Em 2025, a Fundação Marabaixo reforçou o diálogo com a sociedade civil. Foram realizadas 14 conferências municipais e a Conferência Estadual de Igualdade Racial, ampliando a escuta, a participação social e a construção coletiva das políticas públicas.

A fundação também avançou na capacitação em políticas afirmativas e no Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), alcançando 14 municípios, além de ampliar parcerias com organizações da sociedade civil e instituições públicas.

Um compromisso que segue em frente

Para a diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, os resultados de 2025 refletem uma política pública que olha para o futuro sem perder a conexão com as raízes do povo amapaense.

“Cada ação que realizamos em 2025 foi pensada para construir oportunidades reais, fortalecer identidades e garantir que a igualdade racial seja parte do desenvolvimento do Amapá. Estamos falando de futuro, de geração de renda, de cultura viva e de políticas que chegam onde antes não chegavam”, destacou Josilana Santos.

Josilana Santos, diretora-presidente da Fundação Marabaixo
Josilana Santos, diretora-presidente da Fundação Marabaixo Foto: Aog Rocha/GEA

Segundo a gestora, a fundação segue com o compromisso de ampliar o alcance das ações e consolidar o Programa Amapá Afro como política permanente no estado.

“Nosso desafio agora é avançar ainda mais, chegar aos 16 municípios e garantir que a promoção da igualdade racial continue sendo um instrumento de transformação social e econômica”, concluiu.

Com resultados expressivos e presença cada vez maior nos territórios, a Fundação Marabaixo encerra 2025 com cerca de 85% de execução das ações estratégicas. Para 2026, o foco é ampliar parcerias, alcançar mais beneficiários e expandir o Programa Amapá Afro para todo o Amapá.

Para o Governo do Estado, promover igualdade racial é investir em pessoas, identidade e futuro. As ações de 2025 mostram que o Amapá avança com políticas públicas que valorizam suas raízes, combatem desigualdades e constroem um estado mais justo, diverso e cheio de oportunidades.

Por: Lucas Mota

Fonte: Agência Amapá de Notícias

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