Prefeitura entrega 236 apartamentos no Centro e garante moradia definitiva para famílias do Wilton Paes e da ocupação dos Gusmões

Crédito: Foto: Divulgação Prefeitura de SP

Após inaugurar 296 moradias na Mooca nesta terça-feira, Município amplia a oferta habitacional na região central com novo residencial na Liberdade

A Prefeitura de São Paulo entregou nesta quarta-feira (8) o Residencial Parque Dom Pedro, na Liberdade, com 236 apartamentos destinados a famílias atendidas pelos programas habitacionais do município, entre elas, 158 do Edifício Wilton Paes de Almeida, que pegou fogo e desabou em 2018. A entrega ocorre um dia após a inauguração de outro empreendimento na região central, com 296 moradias na Mooca. O empreendimento fortalece a estratégia da Prefeitura de ampliar a oferta de moradias populares em áreas com infraestrutura consolidada, próximas ao transporte público, serviços, comércio e oportunidades de emprego.

Com investimento de R$ 49,2 milhões, integralmente custeado pelo Município, o Residencial Parque Dom Pedro foi viabilizado pelo Programa Pode Entrar, na modalidade Aquisição. “Hoje é um dia de alegria para todos nós. A alegria que vocês estão sentindo de receber hoje a chave da sua casa é a mesma que eu sinto de poder compartilhar isso com vocês, de poder fazer a realização desse sonho”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes durante a cerimônia.

O prefeito destacou ainda a dimensão da política habitacional desenvolvida pela gestão municipal. “Nunca teve um programa habitacional igual ao que nós estamos fazendo na cidade. Já entregamos milhares de unidades habitacionais. Hoje são mais 236, ontem entreguei 296, dias atrás foram mais 222.”

Mais do que números, a entrega representa um novo começo para famílias que aguardavam havia anos por uma solução habitacional definitiva. Das 236 unidades, 158 foram destinadas a vítimas do desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, ocorrido em 2018; 76 atenderam famílias da ocupação dos Gusmões; uma foi destinada a um morador da antiga Favela do Moinho e outra a uma família de Paraisópolis.

“Hoje são 236 famílias que recebem os seus apartamentos, mas cada um aqui tem uma história. São pessoas e famílias que batalharam muito e sofreram. Dá uma virada na vida. Passa de uma situação não boa para uma situação muito bacana, de morar num apartamento de muita qualidade”, afirmou Ricardo Nunes.

O secretário municipal de Habitação, Diogo Soares, destacou que o empreendimento alia moradia à localização estratégica. “O Residencial Parque Dom Pedro demonstra que é possível ampliar o acesso à moradia em regiões dotadas de infraestrutura, próximas ao transporte público, aos serviços e às oportunidades de emprego. Mais do que entregar apartamentos, estamos oferecendo condições para que essas famílias reconstruam suas trajetórias com mais segurança, dignidade e qualidade de vida.”

O residencial possui apartamentos entre 34,9 m² e 42,2 m², todos com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. O condomínio conta com salão de festas, salão de jogos, brinquedoteca, sala de estudos, academia, playground e área de lazer na cobertura.

Localizado na Rua do Glicério, o empreendimento fica próximo às estações Sé, Liberdade e Parque Dom Pedro II do Metrô, além de ampla oferta de comércio, serviços e equipamentos públicos.

O diretor-presidente da COHAB-SP, Cacá Vianna, ressaltou que a entrega reforça o avanço da política habitacional da capital. “O Parque Dom Pedro representa mais uma entrega que reforça o compromisso da Prefeitura em ampliar o acesso à moradia popular na cidade. Cada empreendimento concluído significa a realização de um projeto de vida para centenas de famílias e demonstra que planejamento, gestão e continuidade das políticas públicas produzem resultados concretos para a população.”

Região rica em infraestrutura
A entrega faz parte de um conjunto de ações que vêm transformando a região central da capital. Desde 2021, a Prefeitura já entregou dez empreendimentos habitacionais no Centro, somando 2.286 unidades. Apenas entre 2025 e 2026, já foram concluídos seis empreendimentos na região, totalizando 1.262 moradias.

O Residencial Parque Dom Pedro foi viabilizado pela Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) e da Companhia Metropolitana de Habitação (COHAB-SP) por meio da modalidade Aquisição do Programa Pode Entrar, que permite ao município incorporar empreendimentos produzidos pela iniciativa privada para atendimento da demanda habitacional da cidade. 

O empreendimento integra o Programa Pode Entrar, maior iniciativa habitacional da história da capital paulista. Entre 2025 e 2026 já foram entregues mais de 12.700 unidades habitacionais. Desde 2021, esse total chega a 20.600 moradias, enquanto outras mais de 40 mil unidades seguem em obras.

Da incerteza ao sonho realizado
Entre os contemplados está a cuidadora de idosos Lauane Stefani Silva de Santos, de 30 anos, ex-moradora do Edifício Wilton Paes de Almeida, onde perdeu a casa após o incêndio e desabamento. Agora, vai morar com as filhas Eloísa, de 12 anos, e Isadora, de 8. “É uma realização, porque há muito tempo eu queria sair de lá e aconteceu aquela tragédia. Hoje é o dia mais feliz para mim e para minhas filhas. Não tem sensação maior, porque eu orei muito, Deus abençoou e o prefeito deu oportunidade para nós. Estamos muito felizes.”

Também ex-moradora do Wilton Paes, a dona de casa Cristina Rosalina dos Santos, de 43 anos, disse que esse foi um dos dias mais felizes da sua vida e que agora está com “a cabeça nas nuvens”. “A gente ter um apartamento é a melhor coisa, né? Melhor do ficar pagando aluguel a vida toda. A gente fica com o coração acelerado pra chegar logo a hora e agora chegou essa hora”, disse ela, que vai morar com os filhos Ivanildo Jacinto da Silva Filho, de 24 anos, e Maria Izamile, de 21 anos. 

Outra que comemorou muito a conquista da casa própria foi a decoradora de peças Joiceclea dos Santos, de 28 anos, que também morava no Wilton Paes. “Estou muito feliz. Sou muito grata ao prefeito por ter criado o Pode Entrar. Realizei um sonho e agora quero buscar os outros com a minha família.”

A auxiliar administrativa Bruna da Silva Rocha, de 23 anos, morava na ocupação conhecida como Favela dos Gusmões, atingida por um incêndio em 2025. Depois de dois anos de espera, recebeu as chaves do apartamento onde viverá com os pais, as irmãs e o sobrinho. “Parece que ainda estou sonhando. Sempre morei em comunidade, então é uma realização muito grande.”

Para a auxiliar administrativa Tainá Rocha, de 29 anos, que também vivia na ocupação dos Gusmões, a mudança representa a possibilidade de oferecer uma vida mais digna aos filhos. “Espero poder dar uma vida mais digna para os meus filhos com essa oportunidade de viver em um lugar melhor, com mais tranquilidade.”

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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