Crédito: Foto: Diane Sampaio PMBV 2025 SEMUC
É o que aponta pesquisa divulgada no início deste mês pelo Instituto Veritá, que avaliou a qualidade dos serviços públicos nas capitais brasileiras
A merenda escolar da Rede Municipal de Ensino ganhou destaque nacional após pesquisa do Instituto Veritá, divulgada no dia 8 de janeiro de 2026, que avaliou a qualidade dos serviços públicos nas capitais brasileiras. O reconhecimento reforça o compromisso da Prefeitura de Boa Vista com uma alimentação escolar saudável, equilibrada e alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), beneficiando milhares de estudantes da capital.

Presente nas 142 escolas municipais, a alimentação escolar é planejada para contribuir diretamente com o desenvolvimento físico, cognitivo e educacional dos alunos, sendo parte essencial da política pública de educação do município. Para o prefeito Arthur Henrique, o reconhecimento nacional reafirma o cuidado da gestão municipal com a educação e a saúde dos estudantes.

“A merenda escolar é parte fundamental do processo educacional. Quando investimos em alimentação de qualidade, estamos investindo no aprendizado, na saúde e no futuro das nossas crianças. Esse reconhecimento nacional mostra que Boa Vista segue no caminho certo, cuidando das pessoas desde a base”, afirmou.
Alimentação planejada por nutricionistas e alinhada ao PNAE
Os cardápios da merenda escolar são elaborados por nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), seguindo rigorosamente as normativas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O objetivo é garantir refeições que atendam às necessidades nutricionais dos estudantes e respeitem os hábitos alimentares e a cultura local.

A Rede Municipal de Ensino conta atualmente com 420 merendeiras, profissionais responsáveis pelo preparo diário das refeições nas unidades escolares, seguindo padrões rigorosos de higiene, segurança alimentar e orientações nutricionais. De acordo com a gerente de Nutrição da SMEC, Isabel Martins, uma alimentação adequada é fundamental para o desempenho escolar.
“O cérebro necessita de nutrientes para funcionar adequadamente. A oferta equilibrada de energia, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais garante atenção, memória, concentração e raciocínio lógico, habilidades essenciais para o processo de ensino e aprendizagem. A deficiência desses nutrientes pode causar cansaço, sonolência, queda no rendimento escolar e até evasão”, destacou.
Mais de 1,5 mil toneladas de alimentos distribuídos em 2025

Em 2025, a Prefeitura de Boa Vista distribuiu 1.548.906 quilos de alimentos às escolas da rede municipal. Desse total, mais de 52% foram hortifrúti frescos, adquiridos por meio de sete cooperativas locais, fortalecendo a economia da zona rural e garantindo alimentos de maior valor nutricional para os estudantes.

Novidades no Cardápio de 2026
Para 2026, o cardápio da rede municipal ampliou a oferta de refeições saudáveis e variadas, com preparações regionais adaptadas e uso de alimentos in natura.
Entre as novidades estão Maria Isabel, feita com charque, abóbora e couve-manteiga; feijão tropeiro reforçado, com ovo, feijão carioca, couve-manteiga e cenoura; e feijoadinha com carne bovina, acompanhada de arroz com milho e couve-manteiga. O cardápio inclui ainda pratos tradicionais como peixe ao molho, frango com legumes, jardineira, delícia de macarrão, bobó de frango e sopa cremosa de macaxeira.

Também fazem parte da alimentação escolar opções de lanches nutritivos, como sanduíche de frango desfiado com tomate e alface acompanhado de iogurte, cuscuz colorido com ovo, cenoura, tomate e cheiro-verde, além de chocolate quente e vitamina de frutas.
Respeito à cultura alimentar nas escolas indígenas
A merenda escolar destinada às comunidades indígenas é elaborada conforme as diretrizes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), respeitando critérios nutricionais, segurança alimentar e, principalmente, a cultura alimentar local.
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Um diferencial é a oferta do desjejum, refeição exclusiva nos cardápios indígenas e rurais, além de creches e unidades do Proinfância. Nesse contexto, são servidas preparações como biscoito salgado e doce, tapioca com queijo, manteiga ou ovos, pão com ovo, pão de queijo de forma, bolo de milho, macaxeira cozida, banana pacovã cozida, vitaminas tropicais de banana, mamão e acerola, além de mingaus de abóbora com farinha de tapioca e de banana pacovã com tapioca.
Nas refeições principais das escolas indígenas e rurais, o cardápio também valoriza preparações tradicionais e alimentos regionais, como paçoca acompanhada de arroz e banana, galinhada com cenoura, tomate e milho, vinagrete com tomate, cebola e cheiro-verde, peixe assado, sopa de feijão, além de pratos com carne com osso, macarrão e legumes. O planejamento busca garantir uma alimentação saudável, equilibrada e culturalmente adequada, fortalecendo a identidade alimentar das comunidades atendidas.
Por Marcus Miranda
