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Cidades que migraram 100% para a cobrança via App, e-mail e WhatsApp comemoram corte drástico de custos postais e adesão recorde ao pagamento via Pix na cota única de janeiro.
A coragem de abolir o tradicional “livrinho” do correio se pagou. Relatórios preliminares de janeiro apontam que a facilidade do Pix e a entrega digital aumentaram a arrecadação própria e eliminaram milhões em despesas de impressão e logística.
O mês de janeiro de 2026 ficará marcado como o ponto de virada na cultura tributária municipal. Centenas de prefeituras, de médio e grande porte, tomaram a decisão impopular, mas estratégica, de abolir o envio físico dos carnês de IPTU. O resultado dessa aposta na digitalização chegou rápido: economia direta nos cofres públicos e, surpreendentemente, maior eficiência na arrecadação.
Secretarias de Fazenda que implementaram o “IPTU 100% Digital” relatam uma economia milionária apenas no corte de despesas operacionais (OpEx). A conta é simples: a impressão de gráficas de segurança, o envelopamento e a tarifa dos Correios para entregar 100 mil ou 200 mil carnês consomem uma fatia relevante do orçamento. Ao migrar para o envio via WhatsApp, E-mail ou App do Cidadão, esse custo cai para perto de zero, liberando recursos para investimentos na ponta.
O Fator Pix: Facilidade que Paga a Conta
O maior temor dos gestores — de que a falta do papel aumentaria a inadimplência — provou-se infundado. Pelo contrário, a inadimplência na primeira parcela (Cota Única) caiu em comparação a 2025.
O segredo do sucesso está na experiência do usuário (UX). O carnê de papel muitas vezes era extraviado, molhava na caixa de correio ou exigia que o contribuinte digitasse longos códigos de barras. Com o IPTU Digital, o contribuinte recebe um QR Code Pix no celular. O pagamento é instantâneo, confirmado na hora, sem filas em lotéricas. A facilidade, somada aos descontos agressivos para pagamento à vista, incentivou a regularização.
Sustentabilidade e Atualização Cadastral
Além do caixa, a medida reforça a agenda ESG (Sustentabilidade) da gestão. Cidades deixaram de imprimir toneladas de papel que, invariavelmente, iriam para o lixo em fevereiro.
Outro ganho invisível, mas valioso, foi a atualização da base de dados. Para acessar o IPTU Digital, o cidadão precisou atualizar seu e-mail e telefone no cadastro da prefeitura. Isso cria um canal de comunicação direto e permanente entre o Gabinete e a população, valioso não só para cobrar impostos, mas para enviar alertas de saúde, defesa civil e educação ao longo de 2026.
A Transição Híbrida
Para garantir que ninguém ficasse para trás, as gestões de sucesso mantiveram pontos de apoio presencial (CRAS ou Prefeitura) para imprimir a guia apenas para idosos ou pessoas sem acesso à internet. O foco foi a inclusão, sem abrir mão da modernização. O IPTU Digital prova que a cidade inteligente começa na gestão fiscal eficiente.
Fonte: Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf)
