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Programa de fomento garante repasses para cobrir custos de novas matrículas em jornada ampliada; gestores devem validar metas no SIMEC imediatamente para garantir o fluxo de caixa em 2026.
A meta do Plano Nacional de Educação é clara, e o dinheiro para alcançá-la está na mesa. O Ministério da Educação abriu o ciclo de repasses de 2026 para o Programa Escola em Tempo Integral, condicionando a verba à expansão real de matrículas.
Nesta reta final de janeiro, enquanto as escolas preparam o retorno dos alunos, o Ministério da Educação (MEC) deu a largada para a etapa mais ambiciosa do Programa Escola em Tempo Integral. Com a Lei 14.640 plenamente regulamentada, o Governo Federal liberou o orçamento do Ciclo 2026, mas com uma mensagem dura: a adesão deve ser massiva. O objetivo é que 100% dos municípios brasileiros pactuem metas de ampliação de jornada (igual ou superior a 7 horas diárias) ainda neste primeiro semestre.
Para o prefeito, essa é a chance de ouro de financiar a expansão sem quebrar o caixa da prefeitura. O programa funciona como uma “ponte financeira”: o MEC paga o valor correspondente à matrícula de tempo integral agora, cobrindo o custo do aluno até que ele seja contabilizado no Censo Escolar e passe a receber pelo Fundeb regular no ano seguinte.
Dinheiro na Conta, Aluno na Sala
O recurso liberado pode ser usado para duas frentes principais, vitais para o início do ano letivo:
Manutenção e Custeio: Pagamento de contas de luz, água e, crucialmente, alimentação escolar (o aluno em tempo integral faz pelo menos três refeições).
Pequenas Reformas: Adequação de banheiros, cozinhas e compra de mobiliário para suportar o aluno o dia todo na escola.
A lógica é simples: quem matricular mais, recebe mais. No entanto, o MEC está cruzando dados. Não basta prometer; é preciso comprovar a matrícula ativa no sistema.
O Desafio da Logística e do RH
A verba federal resolve o problema financeiro imediato, mas o desafio de gestão permanece. Implementar o tempo integral exige uma reengenharia da rede:
Espaço Físico: Muitas escolas não têm salas ociosas. A solução para 2026 tem sido o uso de espaços comunitários (clubes, igrejas, ginásios) para as atividades de contraturno (esporte e cultura).
Professores: A folha de pagamento aumenta. O gestor precisa planejar o concurso ou a ampliação de carga horária dos docentes, garantindo que isso caiba no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal a longo prazo.
Corrida ao SIMEC
O prazo é curto. Secretários de Educação devem acessar o SIMEC (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle) imediatamente para:
Confirmar a adesão ao Ciclo 2026.
Declarar a meta de novas matrículas.
Preencher o Plano de Ação.
Municípios que perderem o timing da adesão ficarão com o ônus de custear o tempo integral com recursos próprios, perdendo a fatia generosa do orçamento da União reservada para este fim. Em ano de eleições gerais e visibilidade política, entregar uma escola de tempo integral funcionando é um dos maiores ativos que um prefeito pode ter.
Fonte: Ministério da Educação (MEC) – Secretaria de Educação Básica (SEB)
