Reforma Tributária: municípios devem se preparar para mudanças no CNPJ e nos sistemas tributários

Crédito: Foto: Divulgação AMAMS

Os municípios devem redobrar a atenção às mudanças no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) previstas no processo de implementação da Reforma Tributária do consumo. Entre as principais novidades estão a adoção do CNPJ alfanumérico e a prorrogação do prazo para a obrigatoriedade de inscrição no CNPJ por pessoas físicas contribuintes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A implantação do CNPJ alfanumérico terá início em 31 de julho e ocorrerá de forma gradual. A mudança amplia a capacidade de geração de novos registros, garantindo a continuidade do cadastro nacional sem impactar os CNPJs já existentes, que permanecem válidos e sem qualquer alteração.

No entanto, a novidade exige que as administrações municipais promovam adequações tecnológicas em seus sistemas. Ferramentas utilizadas pela administração tributária, como cadastro mobiliário, emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), fiscalização, licenciamento, protocolo, dívida ativa e demais soluções que utilizam o CNPJ como identificador, deverão estar preparadas para reconhecer o novo padrão alfanumérico.

Além das adaptações nos sistemas, é recomendável que os municípios realizem ações de orientação junto aos contribuintes, profissionais da contabilidade e empresas desenvolvedoras de software. O objetivo é esclarecer que a alteração valerá apenas para novas inscrições e reforçar a necessidade de atualização dos sistemas, evitando inconsistências cadastrais e possíveis interrupções na prestação dos serviços públicos.

Prazo para inscrição no CNPJ é prorrogado

Outra medida anunciada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) foi a prorrogação para 1º de janeiro de 2027 da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ para pessoas físicas que precisem emitir documentos fiscais como contribuintes da CBS e do IBS.

Até 31 de dezembro de 2026, permanecem válidos os mecanismos atualmente utilizados para a identificação fiscal dessas pessoas físicas na emissão de documentos fiscais eletrônicos.

Adequação antecipada reduz riscos

As duas medidas integram o processo de transição da Reforma Tributária e exigem planejamento por parte das administrações municipais. A atualização dos sistemas, dos cadastros tributários e dos procedimentos relacionados à emissão de documentos fiscais eletrônicos será fundamental para garantir conformidade com as novas regras.

A adoção antecipada das adequações tecnológicas, aliada a uma comunicação eficiente com contribuintes e profissionais envolvidos, reduz riscos operacionais, evita transtornos na prestação dos serviços e contribui para uma implementação mais segura e eficiente do novo modelo tributário brasileiro.

Por: Luiz

Fonte: AMAMS – Associação dos Municípios da Area Mineira da Sudene

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