Crédito: Banco de Imagens
O Programa “Imóvel da Gente” ganha escala e se torna uma política pública estratégica, desburocratizando a transferência de milhares de imóveis da União para uso social, habitacional e de infraestrutura nos municípios.
O patrimônio imobiliário da União é vasto, mas uma parcela significativa permanece subutilizada ou ociosa, gerando custos de manutenção e deixando de servir à população. Em um esforço concentrado para reverter esse quadro, o Governo Federal tem acelerado as entregas do programa “Imóvel da Gente”, transformando o ativo ocioso em capital para o desenvolvimento social, habitacional e urbano.
O programa vai além da simples transferência patrimonial. Ele é uma política pública de descentralização e de forte apelo social, pois exige que os imóveis cedidos a estados e municípios sejam utilizados para fins específicos que beneficiem a população, como habitação de interesse social, infraestrutura para educação e saúde, ou equipamentos de assistência social.
Desburocratização e Foco na Função Social
Um dos pilares do “Imóvel da Gente” é a desburocratização da cessão de uso. O processo, antes lento e complexo, agora é facilitado por instrumentos legais que permitem a rápida destinação do bem. Isso é crucial para prefeitos e gestores que precisam de agilidade para tirar projetos do papel, especialmente em áreas onde a aquisição de terrenos é cara ou demorada.
As principais entregas e focos do programa são:
Combate ao Déficit Habitacional: Esta é a prioridade número um. Muitos terrenos e edifícios desocupados em áreas urbanas consolidadas estão sendo destinados à construção de moradias populares e à regularização fundiária. O programa se encaixa perfeitamente com as metas do Minha Casa Minha Vida, fornecendo a base (o terreno) para a construção.
Infraestrutura Social e Urbana: Imóveis de grande porte, como antigos armazéns, quarteis ou prédios administrativos federais, estão sendo transformados em:
Escolas e Creches: Para atender à demanda da educação básica.
Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros POP: Reforçando a rede de proteção a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Espaços Culturais e Esportivos: Revitalizando o tecido social de bairros antes negligenciados.
Regularização Fundiária: O programa também facilita a transferência de áreas federais ocupadas, permitindo que as prefeituras avancem com a emissão de títulos de propriedade para milhares de famílias, conferindo segurança jurídica e dignidade.
O Desafio da Gestão Municipal: Transformar o Burocrático em Funcional
A União entrega o imóvel, mas a responsabilidade pela sua transformação e manutenção recai sobre o município. Para garantir o sucesso do programa em nível local, os gestores precisam:
Planejamento de Uso com Encargo: Apresentar projetos detalhados que comprovem o uso do imóvel para o fim social proposto. O “encargo” assegura que o bem não será novamente abandonado ou desviado de sua finalidade pública.
Captação de Recursos: Buscar financiamento para a reforma e construção junto a programas federais, estaduais e por meio de parcerias com a iniciativa privada (PPP) ou o Terceiro Setor.
Transparência: Manter o processo transparente, comunicando claramente à população o novo uso do patrimônio e os benefícios gerados.
O “Imóvel da Gente” é a materialização da ideia de que o patrimônio público deve ter uma função social ativa. É uma política que, quando bem executada pelos municípios, tem o poder de reconfigurar o espaço urbano e acelerar a inclusão social nas áreas mais críticas.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e Secretaria do Patrimônio da União (SPU)
