Verão de Ouro: Turismo em Alta Promete Recorde de Arrecadação e Desafios de Infraestrutura

Crédito: Banco de Imagens

Com ocupação hoteleira próxima de 100%, prefeituras litorâneas e de lazer antecipam boom na arrecadação de ISS e na geração de empregos, mas enfrentam o teste de fogo do abastecimento e limpeza urbana.

A alta temporada de 2026 começa com projeções otimistas: municípios turísticos esperam um incremento de 15% na receita local, impulsionado por um Réveillon de “casa cheia” e pela retomada do turismo doméstico.

Para centenas de prefeitos brasileiros, o presente de Natal chegou em forma de turistas. As projeções das secretarias de turismo e das associações hoteleiras para a virada de 2025 para 2026 indicam um “Verão de Ouro”. Com o dólar alto desencorajando viagens internacionais e a economia interna aquecida, o brasileiro escolheu viajar dentro do país. O resultado é uma taxa de ocupação que beira os 100% em destinos de sol e praia, serras e estâncias hidrominerais.

Para a gestão municipal, esse fluxo massivo de visitantes é uma injeção vital de recursos. A estimativa é de um aumento de 15% na arrecadação de impostos (principalmente o ISS sobre serviços de hotelaria e eventos) e na circulação econômica local, em comparação ao verão anterior. Esse dinheiro extra chega em boa hora para equilibrar o caixa no início do exercício fiscal e aquecer o comércio local, gerando milhares de vagas de emprego temporário.

O “ISS” que Vem da Praia e da Serra

O impacto financeiro vai além da hospedagem. O turista consome em restaurantes, usa transporte por aplicativo, frequenta passeios e compra no artesanato. Cada transação gera receita tributária e renda direta para a população.

Cidades que investiram em calendários de eventos — como shows de Réveillon, festivais de verão e feiras gastronômicas — estão colhendo os melhores frutos. A estratégia de tratar o turismo como política de desenvolvimento econômico se paga: o investimento público na festa retorna multiplicado em forma de movimento para o setor privado e impostos para a prefeitura.

O Teste de Fogo da Infraestrutura

No entanto, receber o dobro ou o triplo da população flutuante é o maior teste de estresse que uma prefeitura pode enfrentar. O “Verão de Ouro” exige uma operação de guerra nos bastidores:

Abastecimento de Água: O consumo dispara. Gestores precisaram realizar manobras de pressão e campanhas de uso consciente para evitar o desabastecimento no pico da temporada, um problema que afasta o turista e enfurece o morador.

Limpeza Urbana (Lixo): A produção de resíduos sólidos triplica em dias de festa. Prefeituras reforçaram contratos de coleta e equipes de varrição para garantir que a cidade amanheça limpa após a virada, mantendo a atratividade do destino.

Saúde e Segurança: O reforço nas UPAs para atender casos de insolação e viroses, somado ao efetivo extra das Guardas Municipais e parcerias com a PM (Operação Verão), é essencial para garantir a ordem.

Fidelizar para 2026

O desafio do gestor não é apenas atrair o turista, mas garantir que ele volte. Uma cidade que oferece belas paisagens, mas falha no saneamento ou na segurança, perde competitividade.

O verão de 2026 promete ser histórico. Para os prefeitos, o sucesso da temporada será medido não apenas pelo lucro dos hotéis, mas pela capacidade da administração pública de manter a cidade funcionando com excelência para quem visita e, principalmente, para quem vive nela o ano todo.

Fonte: Ministério do Turismo

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