Setor de serviços volta a recuar em fevereiro, após sequência positiva

Após uma sequência de três altas consecutivas, o setor de serviços, responsável por cerca de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, voltou a recuar em fevereiro. O segmento teve queda de 0,9% no mês, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com a variação, o setor se encontra 11,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas 1,9% abaixo do ponto mais alto da série histórica da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), alcançado em dezembro de 2022.

O resultado negativo de fevereiro contou com o recuo de quatro das cinco atividades pesquisadas, com destaque para a queda vinda dos profissionais, administrativos e complementares (-1,9%), que eliminaram o ganho obtido em janeiro (1,0%).

Os outros recuos relevantes ficaram com informação e comunicação (-1,5%), transportes (-0,9%), e outros serviços (-1,0%), com o primeiro setor perdendo parte do ganho acumulado nos últimos quatro meses (3,6%) e o segundo eliminando o avanço de 0,8% verificado entre dezembro e janeiro. O último setor caiu após registrar ligeiro acréscimo em janeiro (0,2%).

Em sentido oposto, os serviços prestados às famílias (0,4%) registraram a única alta do mês, mostrando uma ligeira variação positiva depois de recuar 2,9% em janeiro.

Crescimento no primeiro bimestre

No acumulado do primeiro bimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o setor de serviços apresentou expansão de 3,3%, com todas as cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento em 62,7% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de informação e comunicação (6,2%). Os demais avanços vieram dos profissionais, administrativos e complementares (3,8%); dos prestados às famílias (4,6%); dos outros serviços (3,5%); e dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,6%).

Fevereiro de 2024 x fevereiro de 2023

Em comparação com fevereiro do ano passado, o volume do setor de serviços teve alta de 2,5%, segundo resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por quatro das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 59,6% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de informação e comunicação (5,6%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado principalmente pelo aumento da receita em telecomunicações; desenvolvimento e licenciamento de softwares; suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação; TV aberta; e edição integrada à impressão de livros.

Os demais avanços vieram dos profissionais, administrativos e complementares (2,6%); dos prestados às famílias (5,6%); e dos outros serviços (3,8%).

O único resultado negativo ficou com o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,8%), pressionado especialmente pela menor receita das empresas que atuam nos ramos de gestão de portos e terminais; transporte aéreo de passageiros; rodoviário coletivo de passageiros; e marítimo de cabotagem.

A expansão do volume de serviços foi acompanhada por 22 das 27 unidades da federação. As maiores contribuições ficaram com Rio de Janeiro (4,0%) e Minas Gerais (5,6%), seguidos por Paraná (6,3%), Santa Catarina (8,4%), Distrito Federal (9,9%), São Paulo (0,5%) e Rio Grande do Sul (4,6%). Em sentido oposto, Mato Grosso (-8,8%) liderou as perdas do mês.

Resultado por estado

Em fevereiro de 2024, 14 das 27 unidades da federação assinalaram queda no volume de serviços, na comparação com janeiro. Entre os locais com mais taxas negativas nesse mês, o maior impacto veio de São Paulo (-1,0%), seguido por Paraná (-2,5%), Rio de Janeiro (-0,7%), Mato Grosso (-2,7%), Ceará (-1,3%) e Espírito Santo (-1,4%). Bahia (0,9%), Pará (1,7%) e Rio Grande do Norte (3,5%) exerceram as principais contribuições positivas do mês.

Queda no turismo

O índice de atividades turísticas teve queda de 0,8% em fevereiro, o segundo recuo seguido, período em que acumulou perda de 1,8%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 2,2% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 4,3% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Regionalmente, seis dos 12 locais pesquisados acompanharam movimento de retração verificado na atividade turística nacional (-0,8%). As influências negativas mais relevantes ficaram com São Paulo (-2,9%), Santa Catarina (-3,7%), Ceará (-5,4%) e Minas Gerais (-1,5%). Distrito Federal (8,3%) e Bahia (2,4%) tiveram os principais avanços em termos regionais.

Fonte: R7

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