Governo publicou nesta quinta no ‘Diário Oficial’ 9 trocas de ministros; lei determina saída para quem for disputar eleição

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta quinta-feira (31) no Palácio do Planalto uma cerimônia de despedida para os ministros que devem disputar as eleições deste ano. No mesmo ato, Bolsonaro deu posse aos substitutos.

A cerimônia não havia terminado até a última atualização desta reportagem.

A legislação eleitoral determina a saída dos ministros que vão disputar as eleições. O nome técnico é “desincompatibilização”, e a medida deve acontecer até seis meses antes do pleito. O primeiro turno deste ano está marcado para 2 de outubro.

Durante a cerimônia, os ministros que deixam os cargos fizeram discursos de agradecimento a Bolsonaro.

Mais cedo, nesta quinta, o “Diário Oficial da União” publicou nove trocas de ministros (veja a lista mais abaixo).

Ainda não foi oficializada, contudo, a saída do ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, que também deve deixar o cargo.

A colunista do g1 Ana Flor informou que Braga Netto tem o perfil que Bolsonaro quer para ser o candidato a vice-presidente. O atual vice, Hamilton Mourãodeve disputar uma vaga no Senado, pelo Rio Grande do Sul.

O sucessor de Braga Netto deve ser o general Paulo Sérgio Nogueira, atual comandante do Exército, que será substituído pelo general Marco Antônio Freire Gomes. A passagem de comando do Exército está prevista para a tarde desta quinta.

Daniel Silveira

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Daniel Silveira participou da cerimônia na primeira fileira destinada aos convidados.

Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por atos antidemocráticos, Daniel Silveira chegou a ser preso, mas depois foi solto sob algumas condições, entre as quais não se comunicar com outros investigados e ficar fora das redes sociais.

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), porém, Silveira continua participando de eventos públicos para ameaçar a democracia, as instituições e ministros do STF, em especial Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes, então, determinou a instalação de tornozeleira eletrônica em Daniel Silveira. O parlamentar, contudo, se recusou a receber o equipamento. No Planalto, questionado por jornalistas se estava usando a tornozeleira, Silveira disse que não.

As mudanças

Veja as mudanças oficializadas até o momento no primeiro escalão do governo federal:

INFRAESTRUTURA

  • Quem sai: Tarcísio de Freitas, pré-candidato ao governo de São Paulo;
  • Quem entra: Marcelo Sampaio, que era secretário-executivo do ministério.

CIDADANIA

  • Quem sai: João Roma, pré-candidato ao governo da Bahia. Volta à Câmara dos Deputados;
  • Quem entra: Ronaldo Vieira Bento, que chefiava a assessoria de Assuntos Estratégicos do ministério.

MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS

  • Quem sai: Damares Alves, pré-candidata ao Senado ou a Câmara dos Deputados;
  • Quem entra: Cristiane Britto, que era secretária nacional de Políticas para as Mulheres.

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÕES

  • Quem sai: Marcos Pontes, pré-candidato a deputado federal por São Paulo.
  • Quem entra: Paulo Alvim, que era secretário de Inovação do ministério.

TRABALHO E PREVIDÊNCIA

  • Quem sai: Onyx Lorenzoni, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Volta à Câmara dos Deputados;
  • Quem entra: José Carlos Oliveira, que presidia o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

SECRETARIA DE GOVERNO

  • Quem sai: Flávia Arruda, pré-candidata ao Senado no Distrito Federal. Volta à Câmara dos Deputados.
  • Quem entra: Célio Faria Junior, que era chefe do gabinete pessoal de Bolsonaro.

AGRICULTURA

  • Quem sai: Tereza Cristina, pré-candidata ao Senado no Mato Grosso do Sul. Volta à Câmara dos Deputados.
  • Quem entra: Marcos Montes, ex-deputado, que era secretário-executivo do ministério.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

  • Quem sai: Rogério Marinho, pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Norte;
  • Quem entra: Daniel de Oliveira Duarte Ferreira, que era secretário-executivo da pasta.

TURISMO

  • Quem sai: Gilson Machado, pré-candidato ao Senado em Pernambuco;
  • Quem entra: Carlos Brito, que era diretor-presidente da Embratur.

Ministros que ficam

O governo Bolsonaro tem 23 ministérios. O presidente já trocou nove ministros e ainda deve fazer uma mudança na pasta da Defesa, totalizando 10 nesta reforma ministerial.

  • Ciro Nogueira (Casa Civil);
  • Anderson Torres (Justiça);
  • Carlos França (Relações Exteriores);
  • Paulo Guedes (Economia);
  • Marcelo Queiroga (Saúde);
  • Bento Albuquerque (Minas e Energia);
  • Fábio Faria (Comunicações);
  • Joaquim Leite (Meio Ambiente);
  • Wagner Rosário (CGU);
  • Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência);
  • Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional);
  • Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União);
  • Victor Godoy Veiga (Educação, interino).
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