Tribunal de Justiça do Rio, barrou a volta às aulas presenciais

Roberto Câmara Lace Brandão, magistrado do Tribunal de Justiça do Rio, barrou a volta às aulas presenciais na cidade do Rio de Janeiro. Os alunos voltariam aos colégios amanhã. Passível de recurso, a medida afeta a rede municipal e privada. No domingo 4, o juiz plantonista atendeu a uma ação assinada por políticos do PT e do Psol. Caso a decisão seja descumprida, a prefeitura pagará R$ 50 mil. “A precipitação da volta às aulas presenciais enseja um aumento desarrazoado da elevação do risco de contágio, tanto no que tange aos alunos e seus familiares, como também no que diz respeito a classe dos professores e demais profissionais envolvidos na atividade de ensino”, argumentou o magistrado, na sentença.

Parlamentares de esquerda comemoraram o entendimento do juiz. “Não fazia sentido algum manter as aulas presenciais se a média móvel ainda não caiu. A ciência é sempre o melhor caminho”, celebrou no Twitter o vereador William Siri (Psol). “O Rio de Janeiro não é uma ilha imune em um mar de covid. Uma decisão para preservar vidas”, acrescentou a deputada estadual Renata Souza (Psol). Assinaram a ação os vereadores Tarcísio Mota, Chico Alencar, Monica Benicio, Paulo Pinheiro e Thais Ferreira (todos do Psol); Tainá de Paula e Reimont (PT); os deputados Flavio Serafini, Eliomar Coelho, Renata Souza e David Miranda (também do Psol) e Waldeck e Enfermeira Rejane (ambos do PT).

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